Visibilidade Gorda é tema da edição de 5 de agosto do Boteco da Diversidade no Sesc Pompeia

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Sétima edição do projeto socioeducativo do Sesc Pompeia propõe conversas políticas e performances artísticas sobre a vivência de pessoas gordas no Brasil

Boteco da Diversidade teve sua primeira edição em fevereiro de 2017 e traz, mês a mês, uma temática a ser debatida de forma artística e política, promovendo visibilidade de assuntos vinculados à diversidade cultural e à defesa dos direitos humanos. No dia 5 de agosto, primeiro sábado do mês, às 19h30, a Comedoria do Sesc Pompeia recebe um encontro repleto de performances sobre Visibilidade Gorda.

A sétima edição do projeto traz um diálogo artístico e político que busca reconhecer as diversas corporalidades existentes, além de expressar vivências e situações enfrentadas por pessoas gordas no Brasil. Por meio de uma linguagem poética, participantes trazem mensagens de resistência e combate à gordofobia e expõem como ela é manifestada na rotina de pessoas gordas, desde situações de convívio social e consumo até na promoção dos direitos básicos, como saúde e o transporte público.

“A gordofobia é a repulsa ao corpo gordo. É uma opressão estrutural que marginaliza esse corpo, tornando-o palco para a chacota, o desprezo e ódio através de sua invisibilização, e também patologizando-o, impedindo-o de ocupar os espaços públicos e privados por falta de acessibilidade”, explica Rachel Patrício, ex-estudante de Nutrição da Unifesp e ativista anti-gordofobia.

Boteco da Diversidade: Visibilidade Gorda começa com discotecagem da DJ Taty Yuki. A rapper Preta Rara é a mestre de cerimônias da noite. Com exclusividade, Preta exibirá um trecho do episódio, “Ocupação GGG”, de sua nova websérie, ‘Nossa Voz Ecoa’, um programa de entrevistas para o YouTube. Com abordagem à gordofobia, o episódio será comentado pela MC e pela comunicadora, DJ e empreendedora Flávia Durante, co-curadora do projeto desse mês.

Essa edição também conta com uma performance exclusiva do grupo de dança Me Gusta, que tem em sua formação Jéssica Chamma, Joyce Cavichio, Luana Nazareth e Natália Haidamus, mulheres gordas que, por meio da dança, buscam empoderar e estimular a autoestima de outras mulheres.

O artista visual Junior Azhura fará sua performance ‘Vista-se’, em que, ao tentar vestir diversas roupas, reflete sobre a forma como a indústria da moda trata o corpo gordo, além do seu predomínio em ter como público alvo pessoas donas de um corpo magro.

O coletivo Riot Queens, idealizado para e por mulheres drag queens, traz à Comedoria as artistas drags Cherry Pop e Ginger Moon. Ambas trazem uma performance com seleção musical que reflete a vivência e o empoderamento da mulher gorda. A apresentação das duas conversa com a de Draga da Quebrada, que aborda a temática também usando da imagem e expressão da arte drag, apresentando um monólogo que interligue o movimento LGTBQ+ e a questão da gordofobia.

Ao final do Boteco, Preta Rara fará um pocket show com músicas de seu álbum, ‘Audácia’, acompanhada da tradutora de Libras Karina Zonzini. Será a primeira vez que Preta fará uma apresentação com tradução na linguagem ao vivo.

O projeto já trouxe para a Comedoria debates artísticos sobre Visibilidade Trans, Feminismo, Masculinidades, Prostituição, Sexualidade e Deficiência e o Boteco de Férias que, no mês de julho, ofereceu aos interessados diversos minicursos, bate-papos e oficinas relacionados aos temas previamente apresentados nas edições anteriores.

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Saiba mais sobre participantes desta edição:

Flavia Durante
É comunicadora, DJ e empreendedora nascida em São Paulo e criada em Santos. Desde 2012, produz o Pop Plus, feira de moda e cultura plus size que recebe cerca de oito mil pessoas por edição. Ao longo destes cinco anos, tem desmistificado conceitos e conselhos que mulheres e homens vêm ouvindo há décadas em relação à moda.

DJ Tati Yuki
DJ nas noites do interior de São Paulo há cinco anos, sempre faz a diferença com seu set repleto de R&B, pop e funk. Lésbica, gorda e negra, luta para conseguir cada vez mais espaço em um meio onde dão muito valor à aparência padronizada.

Junior Ahzura
Artista visual, fotógrafo, educador, membro do coletivo Ponto e Vírgula, voguer e viciado em videogame. Tem interesse nas inserções imagéticas dentro das mídias sociais, nas relações entre corpo e espaço, identidade de gênero e sexualidade, bem como no registro da performance e seus desdobramentos.

Riot Queens (com Cherry Pop e Ginger Moon)
Coletivo pensado por e para mulheres drag queens para falar sobre essa jornada, assim como os obstáculos no meio drag e reafirmar sua arte. O Boteco de agosto conta com a participação de Cherry Pop e Ginger Moon.

Cherry Pop
Drag Queen, burlesca, glitterrorista, 
sideshow freakDrag queen há dois anos, envolvida com a militância gorda, feminista e LGBT, usa a arte misturada com a política em suas performances.

Ginger Moon
Drag queen paulistana, coreógrafa do coletivo Riot Queens, atriz. Usa a sua luta contra gordofobia e estereótipos de mulher em suas performances.

Draga da Quebrada
Carlos Luiz é interprete da personagem Draga da Quebrada. Formou-se em Letras pela Unesp e atualmente cursa Psicologia. Exagero puro, performa apenas músicas nacionais. Seu corpo é gordo, periférico e político, sua arte é resistência e persistência em mundo onde não se encaixam os que estão fora da “norma”.

Grupo Me Gusta
Grupo de dança é formado por dançarinas gordas que têm o objetivo de empoderar e estimular a autoestima de outras mulheres por meio de performances e atividades de dança. A formação atual conta com Jéssica Chamma, Joyce Cavichio, Luana Nazareth e Natália Haidamus.

Preta Rara
Joyce Fernandes, 32 anos, é conhecida como Preta Rara, é rapper, turbanista, professora de história e poetisa. Sua trajetória é marcada pela atuação e militância em movimentos negros e feministas. Suas músicas falam sobre empoderamento feminino, racismo, machismo, gordofobia e relacionamentos amorosos. Lançou seu primeiro disco, ‘Audácia’, em outubro de 2015. Tornou-se porta-voz das empregadas domésticas no Brasil depois de criar a página Eu Empregada Doméstica no Facebook.

Karina Zonzini
Gestora de projetos sociais, proficiente em Libras, especialista em educação inclusiva e políticas da educação. Trabalha para assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos das pessoas com deficiência. Mantém a ONG Surdo Mundo.

Rachel Patricio
É ativista pela luta anti-gordofobia e ex-estudante de Nutrição da Unifesp. Acredita que peso não define saúde e bem estar.

Karina Beraldo
Designer e ilustradora formada em Desenho de Moda. Trabalha como designer têxtil há mais de dez anos, também ilustrando seus próprios desenhos e pinturas. Mistura técnicas fluidas como aquarela e bico de pena com desenho, na criação de figuras, principalmente femininas, com formas sensuais além dos padrões corporais, as estéticas tribais e figuras étnicas e linhas.

Júlia Rocha
Militante feminista, admiradora e escritora de poesia marginal. Colaboradora de pesquisas no site Moda Sem Crise, encontrou na arte de rimar uma forma de contribuir para a construção da autoestima da mulher gorda.

Constroem o Boteco da Diversidade na edição de agosto:

Idealização: Sesc Pompeia;
Curadoria compartilhada: Flávia Durante e Sesc Pompeia;
Produção Executiva: Elaine Bortolanza ;
Assistente de Produção: Heloisa Feliciana;
Artistas e Ativistas Presentes: Tati Yuki, Preta Rara, Riot Queens, Draga da Quebrada, Junior Ahzura, Grupo Me Gusta e Karina Zonzini;
Iluminação e Ambientação Cenográfica: Cris Souto e Silvia Mokreys;
Técnico de som e roadie: Duda Gomes e Dennys Vilas Boas;
Identidade Visual: Laerte;
Texto: Rachel Patricio;
Ilustrações: Karina Beraldo;
Poema: Julia Rocha.

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Serviço:

Boteco da Diversidade: Visibilidade Gorda
Dia 5 de agosto, sábado – 19h30
Comedoria
Grátis. Retirada de ingresso com uma hora de antecedência.
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos.
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal sescsp.org.br/pompeia
Evento https://www.facebook.com/events/792814880904037

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Dicas da Jeh | Base Pausa Para Feminices Tblogs e Corretivo da linha Bruna Tavares

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Bruna Tavares é uma sensação na internet e todo mundo sabe disso.

Eu ja falei algumas vezes sobre produtos da linha dela (Linha Bruna Tavares é vendida em lojas como Renner e Riachuelo) e sobre os produtos da parceria dela com a Tblogs (a Tblogs chama várias blogueiras para fazer coleções e só vende online). Toda vez fico chocada com a qualidade dos produtos e dessa vez não foi diferente.

Vamos começar pela base:

A base Pausa Para Feminices é da coleção Pausa para Feminices com a Tblogs, ou seja, só vende online aqui.

A base do Pausa para Feminices possui alta cobertura com acabamento matte. A textura cremosa permite que a aplicação seja fácil e agradável para o rosto e apesar da cobertura ser poderosa o efeito final é de uma pele com viço natural.

O valor dela é de R$35,90 e eu acho um preço bem bacana entre as demais opções nacionais.

Promete ser uma base de alta cobertura com acabamento matte e realmente é. Fiquei realmente impressionada com a cobertura da base com muito pouco produto. Alias, fica a dica pois essa base RENDE MUITO. Uma micro gota dá para o rosto todo.

Vocês podem ver no comparativo abaixo que a base cobre MUITO. É reboco. Mesmo cobrindo muito, não parece uma mascara, o que eu admiro muito em um produto nacional. A camada fina proporciona esse acabamento mais natural e o viço não é perdido pela textura matte.

A minha cor é a 04 e se eu não me engano, são 07 tonalidades, desde a mais branquinha até o ébano, atendendo a diversos tons de pele.

A cor não fica exatamente meu tom. Fica pouca coisa mais escura que o meu tom real, mas estou conseguindo usar bem agora no inverno.

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(o corretivo que usei nas fotos após a base é da Linha Bruna Tavares)

Quando a durabilidade, lembrando que no outono/ inverno minha pele fica normal a seca com tendencia a oleosidade na zona T, testei em diversos climas (calor ameno do RJ, chuva no RJ, calor de SP, frio de SP). A maior durabilidade foi alcançada com tempo fresquinho sem umidade. No calor, ela acaba derretendo um pouco mais rápido. Transfere pouco, mas ainda assim transfere.

Minha opinião final é que é um produto muito bom, que estava em falta no mercado nacional. Ainda prefiro bases mais finas para o dia a dia (tipo HD), mas essa é uma ótima opção quando preciso ficar maquiada por muitas horas ou ainda, para fotos e videos, pois fotografa bem pra caramba. Bruna esta de parabéns no desenvolvimento.

Quanto ao corretivo:

O corretivo é da Linha Bruna Tavares, e pode ser encontrado por aproximadamente R$30,00 em lojas de cosméticos e lojas de departamento como Renner e Riachuelo.

O Corretivo Líquido Bruna Tavares By Tracta conta com fórmula de silicone e água, que garante ótima cobertura, toque geladinho e longa duração. Ideal para corrigir imperfeições do rosto, pode ser usada em peles mistas, oleosas e secas

Ela lançou 5 cores e duas cores coloridas.

Minha cor é a BT 30 e serve bem pra iluminar e corrigir.

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Abaixo, fotos da pele sem maquiagem nenhuma, a correção comente com o corretivo, correção com a base (sem corretivo por baixo) e com a base com corretivo por cima.

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O corretivo tem uma cobertura média, o que dependendo da base que você usa é bem suficiente para camuflar as olheiras. Eu gosto de um corretivo com a cobertura um pouquinho mais alta (tipo o da tracta matte), mas isso não é um ponto negativo.

Realmente, o corretivo espalha muito bem e o toque geladinho existe mas não faz diferença não. A textura dele é cremosa quase liquida. É um corretivo mais consistente, porém, com uma camada fina já é possível a cobertura da segunda foto na montagem.

Infelizmente, nas minhas linhas de expressão (que não são muitas), o corretivo acumula. É pouco, comparado aos outros que tenho usado, então ele tem sido um dos meus favoritos.

O ponto muito negativo é que, em menos de um mês usando, o meu já está acabando. E olha que não uso maquiagem todos os dias (e nem uso ele todo dia, afinal, eu sou a louca do corretivo e tenho vários rs). Alias, esse fato da quantidade de produto já havia me chocado antes, quando comprei pela primeira vez o corretivo matte da Tracta, que vem com menos produto que os concorrentes. Ele conta com 5 gramas (contra 9 do corretivo original da Tracta e 10 ml do fit me da Maybelline ~que pra mim é o melhor corretivo da vida~). Isso é um ponto muito negativo, pois, me faz pensar em não comprar ele novamente, infelizmente, por haver opções tão boas quanto, porém, que não me fazem ter que sair de casa a cada mês para repor.

Em suma, ele é um bom corretivo. Não é extraordinário, mas cumpre bem o seu papel. Se eu pudesse otimiza-lo, ele seria mais liquido, com uma cobertura pouca coisa mais alta.

Resumão geral: A Bruna Tavares conseguiu trazer para a industria nacional produtos de pele com qualidade e isso por si só é admirável.

Os produtos são ótimos e caso você esteja curiosa para testar após esse meu veredito (um pouco confuso, confesso), vale a pena comprar sim, pois não vai causar um desfalque grande no bolso.

São produtos que competem lado a lado com importados.

Temos que dar os parabéns para a Bruna por ter conseguido essa proeza!!!

Já testou algum produto da Bruna Tavares? Tem algum favorito?

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